Museu Histórico Abílio Barreto

O Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB) foi inaugurado em 1943 e reúne um acervo com peças desde a época do Arraial do Curral del Rei aos dias de hoje. A infraestrutura do museu é composta pelo casarão histórico pertencente à antiga Fazenda do Leitão (que resistiu ao processo de demolição para a construção de Belo Horizonte), jardins na área externa e o edifício-sede, os quais recebem exposições de curta, média e longa duração que representam a história da capital.

Os jardins são tranquilos e bem arborizados, ótimos para descansar e curtir um momento de paz em meio à agitação da cidade. Na área externa do Museu Histórico Abílio Barreto há a exposição permanente intitulada “Coleção Transporte – Itinerários Derradeiros”, que exibe meios de transporte e maquinários que acompanharam o desenvolvimento de Belo Horizonte, entre eles estão o carro de boi, o bonde elétrico, a locomotiva a vapor, o elevador e o coche. Algumas esculturas também estão expostas nos jardins.

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Carro de boi da “Coleção Transporte – Itinerários Derradeiros”
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Locomotiva a vapor da “Coleção Transporte – Itinerários Derradeiros”
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Bonde da “Coleção Transporte – Itinerários Derradeiros”
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Escultura no jardim do Museu Histórico Abílio Barreto

Acredito que a principal atração do Museu Histórico Abílio Barreto seja a visita ao antigo casarão, afinal, a arquitetura colonial se contrasta em relação às outras edificações vizinhas, que são mais modernas. Para comemorar o aniversário de 70 anos do Museu Histórico Abílio Barreto, o casarão recebe a mostra “O Museu e a Cidade sem fim”, que está em exposição por longa duração. Esta mostra aborda diversos dados e características de Belo Horizonte, principalmente em relação ao comportamento dos belo-horizontinos, quanto às manifestações, religiões, comércio, profissões, representações artísticas, entre outros. Cada tema está exposto em um cômodo do casarão, principalmente nos do segundo andar, e o visitante vai caminhando entre os cômodos enquanto observa. Fiquei impressionada com o tamanho da casa, vista do lado de fora não parece ser tão grande. Um ponto negativo, na minha opinião, é que além da escada de acesso ao segundo pavimento, há degraus entre os corredores e os cômodos, dificultando a locomoção das pessoas com mobilidade reduzida ou PNE’s.

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Casarão histórico pertencente à antiga Fazenda do Leitão
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Exposição no casarão – “O Museu e a Cidade sem fim”
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Exposição no casarão – “O Museu e a Cidade sem fim”
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Exposição no casarão – “O Museu e a Cidade sem fim”

Já o edifício-sede do Museu Histórico Abílio Barreto abriga a biblioteca, o auditório, o restaurante e recebe exposições de curta e de média duração. Quando estive lá, visitei a mostra “Belo Horizonte – cartografia de uma cidade planejada”, que reúne objetos, documentos e informações utilizados durante o processo de transição do antigo Arraial do Curral del Rei para a construção de Belo Horizonte.

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Belo Horizonte – Cartografia de uma cidade planejada
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Belo Horizonte – Cartografia de uma cidade planejada

Além das exposições, o Museu Histórico Abílio Barreto também realiza alguns eventos nas suas instalações, principalmente na área externa, como feiras, shows e brincadeiras para as crianças. O único evento que eu já visitei foi a Feira BH Cult, que ocorre mensalmente e oferece opções de cervejas artesanais, gastronomia, shows de rock, artesanatos e entretenimento infantil.

Sempre morei em Belo Horizonte e só tinha visitado o Museu Histórico Abílio Barreto quando eu era criança, em uma excursão do colégio. Achei interessante retornar depois destes anos e interpretar a visita com outras percepções.

O Museu Histórico Abílio Barreto está localizado na Av. Prudente de Morais, 202 – Cidade Jardim.

Que tal fazer o mesmo e conhecer mais a respeito da história de Belo Horizonte também?!

 

INFORMAÇÕES ÚTEIS

A visitação às exposições no Museu Histórico Abílio Barreto ocorre terça, sexta, sábado e domingo, das 10h00 às 17h00; e quarta e quinta, das 10h00 às 18h30.

As exposições são gratuitas, os funcionários só pedem para os visitantes assinarem no livro de visitas.

É permitido fotografar nas instalações do museu.

Há toaletes tanto no casarão, quanto no edifício-sede, porém quando visitei o museu, somente os toaletes do edifício-sede estavam em funcionamento.

No casarão, apenas duas salas localizadas no andar térreo são livres de escadas e uma delas, possui alguns recursos de acessibilidade, como audioguias e videoguias para pessoas com deficiência visual, surdez e deficiência intelectual. A equipe do Educativo do Museu Histórico Abílio Barreto também está qualificada para realizar visitas com audiodescrição ao vivo.

Informações sobre visitas técnicas, mediadas, temáticas e acessíveis através do telefone (31) 3277-8835.

A página do Facebook do Museu Histórico Abílio Barreto divulga informações sobre o museu, eventos e exposições. Clique aqui para conferir.

As ruas próximas ao Museu Histórico Abílio Barreto possuem vagas de estacionamento rotativo e não é complicado encontrar uma disponível para estacionar. Porém, se o visitante estiver à procura de uma vaga que não seja de estacionamento rotativo, terá que pesquisar bastante e encontrará apenas nas ruas mais distantes.

Para quem for por meio de ônibus do transporte público, os Pontos de Embarque e Desembarque mais próximos são:

Av. Prudente de Morais, 135 – Linhas: 8101, 8103 e 9101

Av. Prudente de Morais, 230 – Linhas: 8101, 8103 e 9101

Av. do Contorno, 7685 – Linhas: 2150, 2151, SC01B e SC01R

Av. do Contorno, 7510 – Linhas: 2150, 2151, SC01A, SC01R, SC02A e SE02

Rua Conde de Linhares, 241 – Linha: 9104

Rua Conde de Linhares, 240 – Linha: 9104

Rua Joaquim Murtinho, 250 – Linha: 1170

Rua Barão de Macaúbas, 355 – Linhas: 1170, 4106 e S20

*Clique nos endereços para ver as linhas, horários e itinerários.       

*OBS 1: Visitei o Museu Histórico Abílio Barreto em agosto de 2017, e tanto os dias e horários de funcionamento, quanto as exposições estão sujeitos a alterações.      

*OBS 2: Agradeço ao Museu Histórico Abílio Barreto por ter respondido as minhas perguntas, colaborando para a escrita do post.            

Juliana Soares

Meu nome é Juliana e muitos me chamam de Juju ou Ju. Tenho 26 anos e moro em Belo Horizonte. Sou formada em Engenharia Civil, mas ainda não exerço a profissão. Apesar de eu ter escolhido a área de exatas, me destacava na faculdade nos momentos em que era preciso escrever textos. Gosto de conhecer lugares novos, experimentar novos pratos e sensações.

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